Vinho, origens e evolução

 

cultivo de uva no antigo Egito

Na antiga Babilônia já haviam leis que tratavam da exportação de vinhos e alguns textos antigos também citavam a bebida.

Como, por exemplo,  A Epopéia de Gilgamesh, mais antigo texto literário conhecido, datado do século XVIII antes de Cristo. Na Grécia e em Roma, o vinho tinha sua origem cercada de lendas. Já no Egito antigo encontrava-se jarras com informações sobre a safra, a vinha de proveniência e o nome do produtor – eram os primeiros rótulos. A terra dos antigos faraós nos legou listas com seus vinhos.

A antigüidade do vinho se deve a características naturais da uva. Sendo uma fruta rica em sumo e cheia de açucares, a única fruta que tem uma tendência natural à fermentação. Uma vez espremida, seu sumo logo entra em contato com as leveduras que farão o processo de fermentação, presentes em estado selvagem na casca, gerando o álcool. Isso favoreceu a que o homem logo descobrisse a bebida. Vinificações acidentais devem ter sido comuns em todos os lugares onde uva selvagem e povoamentos humanos se encontraram.

As primeiras vinhas foram provavelmente plantadas onde hoje se localiza a junção entre Turquia, Armênia e Geórgia e datam de aproximadamente 7 mil anos atrás. Em muitos lugares, o vinho não teve a importância que teria entre nós. A China, por exemplo, conhecia o vinho, mas não o explorava muito. Existiram vinhas na Pérsia (Antigo Iran) e na Índia, mas sem deixar grandes vestígios. Os povos nativos da América pré-colombiana não chegaram a descobrir o vinho, apesar da existência de espécies nativas de uva.

O vinho se incorporou à civilização ocidental de maneira muito profunda, mais do que em outras culturas. Isso é devido à importância ritual que os gregos e, depois deles, os romanos deram à bebida. Dionísio, deus grego do vinho, era então cultuado. O vinho é constantemente citado no Velho Testamento da Bíblia, ora como um prazer, fonte de delícias, ora como um vício a ser evitado. São 146 citações. O cristianismo expandindo-se no interior do Império Romano tem o vinho como elemento constituinte de um de seus sacramentos, a Eucaristia, durante o qual é revivido o sacrifício de Jesus Cristo.

E foi justamente essa importância dada ao vinho um fator responsável por sua melhoria e expansão. Caído o Império Romano e iniciada a Idade Média, a Igreja conseguiu preservar a cultura da vinha, ameaçada, como outras atividades sedentárias, pelas invasões bárbaras de então. São os monges que vão distinguir as melhores cepas de uva para obter o melhor vinho, criaram técnicas de poda e cercavam os melhores vinhedos. Com o estabelecimento da paz, os mosteiros e as catedrais viam-se cercados de vinhedos e o comércio voltou a se aquecer. Surgiram as rotas do vinho, linhas de comércio para Londres ou Hansa (aliança de cidades mercantis criada a partir do norte da Alemanha). Para o homem medieval, o vinho era importante também como alimento, remédio contra o frio e anti-séptico da medicina da época.

No século XIV, o comércio de vinho era intenso. As exportações de Bordeaux eram tão importantes que só seriam superadas em 1979. Em 1308, o rei Eduardo II da Inglaterra encomendou o equivalente a 1 milhão de garrafas para a festa de seu casamento.

Apenas por volta do século XVII surge uma nova perspectiva para o vinho: a experiência estética. Era o advento de uma classe social com dinheiro e ávida por sensações. Por essa época já eram conhecidas as técnicas para envelhecer e melhorar o vinho: era o início do vinho fino.

Fontes: Site Viticultura e Jancis Robinson’s Wine Course.

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*Todas as fotos são reproduções