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» Family Permit Visa

Visto que dá o direito do familiar acompanhar o cidadão Europeu de mudança para o Reino Unido ou se juntar a ele quando este já estiver estabelecido.

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Novidades – Ninaknow Community

O Ninaknow Community (comunidade) conta com o apoio de colaboradores com exemplos de situações reais, dando dicas sobre utilidades necessárias para se viver no Reino Unido, como aconteceu, e quais metidas foram tomadas. 

Se você tem alguma Historia para dividir com nossa comunidade entre em contato com a equipe do Ninaknow, sera um prazer compartilhar experiencias cotidianas importantes  para o nosso bem-estar no Reino Unido.

O nosso primeiro post conta com o apoio da Grazzi que explica como ela fez para conseguir o Family Permit Visa (Visto que dá o direito do familiar acompanhar o cidadão Europeu de mudança para o Reino Unido ou se juntar a ele quando este já estiver estabelecido). 

Meu nome é Grazzi e há 7 meses moro no Reino Unido com meu marido Paulo, moramos 4 meses em Londres, mas atualmente estamos morando em Brighton. Vou contar um pouco sobre como foi possível a nossa mudança para cá através do Family Permit Visa, com o objetivo de ajudar quem está pensando em fazer o mesmo.

Eu tenho dupla cidadania, italiana e brasileira, a européia foi obtida através de descendência, processo que minha família aplicou muitos anos atrás. Com a criação da união européia posso morar e trabalhar legalmente nos países a ela pertencentes, porém para o Paulo é mais difícil, porque ele apenas possui o passaporte brasileiro, não podendo trabalhar. Escolhemos a Inglaterra por vários motivos diferentes (língua inglesa, Londres, cultura cosmopolita) mas, principalmente, porque conseguirmos retirar um visto de moradia e trabalho para ele ainda do Brasil e apesar de o Family Permit Visa ter duração de apenas 6 meses, permitiu que o Paulo arranjasse emprego na área.

Acho importante ressaltar que o Family Permit Visa (FPV) só pode ser aplicado quando o familiar estiver fora do Reino Unido. Caso, você e seu cônjuge (ou outro familiar) já estejam dentro do Reino Unido, vocês deverão aplicar para o visto de residência.

O FPV dá o direito do familiar acompanhar o cidadão Europeu de mudança para o Reino Unido ou se juntar a ele quando este já estiver estabelecido. Somente tem direito ao visto: cônjuge, parceiro civil, filhos, netos ou enteados menores de 21 anos ou quando dependentes financeiramente e maiores de 21 anos, pais e avós do cidadão europeu ou do seu cônjuge quando dependentes.

Para aplicar para o visto o EEA national (cidadão europeu) não precisa estar necessariamente empregado. Ele deve estar exercendo um dos treaty rights, que além de trabalhando incluem: procurando emprego, autônomo, auto-suficiente ou ter o direito de residência permanente. E comprovar isto através de documentos. No nosso caso, mandamos emails meus de conversas com possíveis empregadores no Reino Unido, de forma a provar que eu me mudaria como jobseeker. Enviamos também emails do Paulo com empregadores, demonstrando que ambos trabalhariamos.

Sobre a questão financeira anexamos os saldos bancários de ambas as partes, juntamente com uma carta em inglês explicando sobre as nossas finanças. Esclarecemos nesta carta que juntos tinhamos condições de nos sustentar por 6 meses, mesmo não conseguindo emprego, e que se este fosse o caso retornariamos com o cessar do visto. Vimos relatos de pessoas que enviaram extratos bancários de vários meses, talvez seja mais garantido do que apenas o saldo como fizemos. Enviamos também saldos dos nossos pais, para provar que se tudo desse errado e gastassemos todo nosso dinheiro lá, não ficariamos desamparados.

É exigido comprovar a relação entre o Europeu e o familiar, desta forma, apresentamos a certidão de casamento original e a tradução juramentada (obrigatório), juntamente com cópias de ambas. Para deixar claro que nosso casamento não era por interesse, enviamos junto várias fotos nossas de diferentes épocas com amigos e familiares, todas com a data, local e nome dos que apareciam na imagem e a sua relação conosco, escritos no verso (em inglês). Enviamos também passagens de viagens com o nome dos dois, contrato de clube conjunto e emails de conversas com datas variadas (não traduzimos estes).

No geral, além dos documentos citados, apresentamos:

– passaportes de ambas as partes originais (obrigatório) com cópias;

– certidões de nascimento originais e traduções juramentadas com cópia (obrigatório);

– passagens aéreas para Londres com ida e volta em seis meses (não obrigatório);

– booking de um hostel para quando chegassemos no país (não obrigatório, mas importante);

– diplomas e cópias (não obrigatório);

– 2 fotos de passaporte do Paulo (obrigatório);

– uma carta em inglês minha, digitalizada, assinada e datada (importante, obrigatório e essencial)

explicando que o meu marido iria viajar comigo, o objetivo da nossa viagem, a data que planejamos a ida, nossos planos, onde ficariamos quando chegassemos, quanto dinheiro estavamos levando conosco e explicando que se não conseguissemos nos estabelecer voltariamos após os seis meses. Você pode usar esta carta para explicar sobre algum documento que não conseguiu aprensentar e tudo que achar pertinente para a aprovação do visto.

Este é o site do Home Office com todas as informações e documentos necessários: www.gov.uk/family-permit

Há um questionário online que deve ser preenchido para a aplicação do visto. Este é um pouco complicado e extenso, no entanto você tem 7 dias para respondê-lo e você salva as suas respostas. O questionário deverá ser impresso e seguirá junto com a documentação. As questões no geral tem o objetivo de destrinchar a vida dos dois, é necessário apresentar valores de salário, local de trabalho, contato do trabalho, endereços, imóveis, endereço de chegada no Reino Unido… esteja preparado para compartilhar muitas informações e tenha em mente que você talvez precise comprovar todas elas, ou seja, se você não tem como comprovar não dê a informação e nem minta, claro.

 Este é o link do questionário: www.visa4uk.fco.gov.uk

Antes de começar a responder é necessário fazer um cadastro.

O questionário também pede que se informe a data de ida (dia/mês/ano), então pense muito e programe-se antes. O visto vale deste dia (ele vem escrito no visto) expirando exatos seis meses depois e não tem como alterar depois, somente aplicando para outro visto.

Feito o questionário você é direcionado para o site da Worldbridge, onde você marcará uma data e hora para a entregar da documentação e retirada dos dados biométricos (digitais) do não Europeu. A Worldbridge é uma empresa terceirizada que encaminhará os documentos ao consulado britânico, fará o rastreio até lá e encaminhará os documentos novamente para a residência dos aplicantes através do correio. Assim o Home Office recomenda fazer, porém não sei dizer se existe a possibilidade de entrar em contato direto com o consulado, pesquisamos e não encontramos nada a respeito.

Este é o site da WorldBridge para quem quiser mais informações: www.visainfoservices.com

Não é necessário que os dois compareçam na entrega dos documentos, somente o familiar para retirar os dados biométricos. Esta empresa está somente localizada nas cidades de São Paulo, Brazília e Rio de Janeiro, e o processo não leva mais de uma hora e no nosso caso foi pontual.

Pode ficar tranquilo porque não há entrevista e o visto não possui nenhuma taxa, você somente precisa pagar as taxas para a correspondência voltar (foi uns 90 reais na época, dezembro de 2013). E a resposta é super rápida, em uma semana recebemos o email de que foi aprovado e de que receberiamos os passaportes no próximo dia útil. Retornaram todos os certificados, fotos e documentos, eles reteram somente algumas cópias.

Cogitamos no meio do processo pagar por uma consultoria, mas achamos melhor não e posso dizer que não há necessidade. A consultoria custava na época 270 reais por meia hora, por telefone.

Para a entrega dos documentos anexamos a cada item (inclusive cópias) um bilhetinho (com clips mesmo) explicando do que se tratava em inglês. Não aplicamos na primeira vez que o Paulo foi a São Paulo (moravamos em Floripa na época), porque tivemos um problema com o funcionário da WorldBridge, ele falou para o Paulo que estavamos aplicando para o visto errado, algo que eles são proibidos, e na insegurança voltamos para casa sem aplicar. Pesquisamos mais e descobrimos que o nada simpático funcionário estava errado e nós corretos, então lá foi o Paulo novamente a São Paulo.

Relatos de outras pessoas nos ajudaram muito no processo, estes foram os que mais acessamos:

http://entreirevir.com/2012/07/31/eea-family-permit-como-funciona-parte-i

http://entreirevir.com/2012/07/31/eea-family-permit-como-funciona-parte-ii

https://www.youtube.com/watch?v=Launt4JteEE

Processos burocráticos são sempre chatos e muitas vezes dão uma tremenda dor de cabeça, mas no final valeu a pena e cá estamos muito felizes!

Se você tiver alguma dúvida é só mandar, farei meu melhor para ajudar!

Chears!

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